sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O Pecado

Hoje em dia vem sendo pregado um evangelho “adoçado”, onde não se fala da depravação e pecaminosidade do homem. Na maioria dos púlpitos, só se escuta palavras de bênçãos e vitórias, mas não se fala da necessidade de se distanciar do pecado e se santificar progressivamente a cada dia.

Pecado, nas Escrituras, aparece no Antigo Testamento como o termo hebraico (חטאת) chatta’th, que, segundo Strong, é traduzido como “pecado” ou “ato pecaminoso”. Já no Novo Testamento, o termo usado no grego é (αμαρτανω) hamartano ou harmatia, que, também segundo Strong, significa “errar o alvo”, “desviar-se da Lei de Deus.
Como o apóstolo Paulo escreveu em sua carta aos Romanos, no capítulo 7, a Lei só é válida até a morte, Paulo dá o exemplo da lei do casamento, que a mulher se deitar com outro homem enquanto seu marido for vivo, esta estará em adultério, mas se o seu marido falecer, esta estará livre da lei do casamento com aquele homem e poderá se casar novamente. Logo, Jesus tendo morrido, levando nossas iniquidades (Is. 53:5), estamos livres da Lei de Moisés – não entenda mal: isto não quer dizer que podemos descumprir os Mandamentos matando, adulterando ou furtando; isto apenas quer dizer que não há necessidade da Lei para nos apresentarmos diante de Deus “limpos”, pois Cristo nos limpou de nossos pecados (descumprimentos da Lei) na Cruz.


Mas Paulo explica que a Lei de Deus é boa, mas nós homens que somos ruins e de natureza pecaminosa e não conseguimos cumprir a Lei em sua plenitude, logo, precisamos de Cristo para nos justificar de nossos erros. Segundo o apóstolo, não saberíamos o que é pecado, se Deus não tivesse dado a Leis, mas o pecado que há em nós, aproveitando-se da Lei, implantou em nossos corações desejos pecaminosos (Rm 7:8). Mas os cristãos devem buscar fugir daquilo que é pecaminoso e pedir ao Pai que não os deixe cair na tentação de pecar (Mt 6:13).

Aqueles que são cidadãos de bem, íntegros em suas obrigações para com o Estado, de certa forma, não descumpre a lei da nação, tanto por sua integridade moral, mas também sabendo que se o fizer deverá sofrer com as consequências de seus atos, respondendo processos na justiça, ou, até mesmo sendo recluso por um determinado tempo na cadeia. De igual forma, como cristãos, deveríamos ter o mesmo “medo” das consequências de nossos pecados, pois um dia estaremos diante do Santo Juiz onde nossos pecados serão expostos. Devemos buscar nos santificarmos a cada dia, pois quando este dia chegar, por mais que Cristo já tenha nos justificado de cada pecado, ainda devemos prestar contas de nossos erros.


Meu amado irmão, minha amada irmã, todos nós somos pecadores (Rm 3:23), mas devemos lutar diariamente com a nossa carne para não cometermos qualquer ato que seja contrário a Lei de Deus. Mas se errarmos, temos um Mediador: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” 1 João 1:2


Deus abençoe!


C. H. Oliveira




quinta-feira, 6 de abril de 2017

O Objetivo da Lei - Exposição à Romanos 7

Paulo escreveu a carta aos Romanos como forma de apresentar a si e a sua pregação aos crentes que estavam em Roma. Não se sabe ao certo quem fundou a igreja em Roma, mas Paulo demonstra interesse em visitá-la, por isso, antecedendo sua visita, Paulo lhes envia esta carta. 

A pregação de Paulo para os Romanos nesta carta é bem específica: ele escreve tanto para judeus convertidos quanto para cristãos de origem gentílica, ou seja, pagãos que se converteram à fé cristã. O apóstolo vai falar, sobre pecado e justificação para esses dois públicos. 

No capitulo 7, Paulo escreve, especificadamente, para os que eram de origem judaica (v.1). Paulo irá mostrar que a lei só é válida enquanto se estiver vivo, pois a morte anula o domínio da lei sobre o indivíduo. Para explicar melhor essa ideia, o apóstolo irá fazer uma analogia com o casamento: quando a mulher está casada e se deitar com outro, ela será chamada de adúltera, mas se o marido morrer e ela se casar novamente, ela não será adúltera, pois a morte do marido a libertou da lei do casamento (vv. 2,3). Assim ele mostra que, morremos para a lei para pertencermos à Cristo. 

Paulo mostra que é necessária a existência da lei para que houvesse pecado (vv. 7,8). Etimologicamente, o termo "pecado", do grego "αμαρτία", significa: "errar o alvo", este alvo são os mandamentos Divinos, logo, se pode definir o termo "pecado" como descumprir algum mandamento de Deus. Se não existisse a Lei, logo não haveria pecado. O pecado estaria morto. Podemos então dizer que a função da Lei foi nos mostrar o que é pecado. E o pecado, aproveitando a existência de Lei, fez subir ao coração do homem o desejo pecaminoso (v. 8). Sendo assim, a Lei que deveria produzir vida, produziu morte ao coração do homem. Não que a Lei seja má, ou não seja espiritual, mas nós seres humanos que não estávamos preparados para receber a Lei Divina, pois nossa natureza já era pecaminosa deste nosso pai Adão. Então não estávamos prontos para seguir os mandamentos Divinos. 

Paulo afirma que nada de bom habita em sua carne (v. 18), pois ele não conseguia fazer o bem que ele gostaria de fazer, mas o mal que ele não queria fazer ele continuava fazendo, concluindo assim que a Lei era boa, ele que não era. 

Logo conclui-se que a função da Lei Divina é expor a natureza pecaminosa do homem e mostrar a necessidade  de um Salvador (vv 24,25). 

Éramos escravos do pecado por não conseguirmos cumprir a Lei, mas agora vivemos para Cristo, e nEle, mesmo que, com a nossa carne, sejamos escravos do pecado, com o nosso entendimento servimos a Lei de Deus. 

Deus abençoe!

C. H. Oliveira 

segunda-feira, 13 de março de 2017

O Cristão e o Politicamente Correto

                      O politicamente correto é uma ideologia que consiste em excluir toda e qualquer forma de discriminação, pregando uma linguagem neutra de qualquer preconceito. Em sua base, à primeira vista, parece uma ideologia que todos deveriam adotar, afim de não discriminar nenhum indivíduo. Entretanto, indo mais a fundo nessa ideia, logo se vê que essa política é contra o que diz as Escrituras.

                     As Escrituras nos ensinam a julgar segundo a “reta justiça” (Jo 7:24), baseado nisso, devemos ter a Santa Palavra de Deus como regra de fé e vida. Nela vemos, por exemplo, texto que irão contra algo que muito tem sido ensinado: a ideologia de gênero, que prega que o homem não nasce homem e que a mulher não nasce mulher, que isso é uma construção social, porém a Bíblia nos mostra que o Pai criou “macho e fêmea” (Gn 1.27). Num mundo politicamente correto, ao afirmar essa verdade bíblica você seria taxado de “preconceituoso” e “arrogante”.

                     A Bíblia ensina também, que os maridos devem amar suas esposas como Cristo amou a igreja (Ef 5.25), num mundo politicamente correto, até mesmo o ato de um homem pagar a conta num restaurante para a sua esposa ou namorada, ou puxar a cadeira para ela se sentar, podem ser considerados atos de preconceito, pois o homem se achou superior ao fazê-los e acha que a mulher é sua propriedade.  Sendo que o homem só quis ser romântico e fazer sua companheira feliz.

                      Ser um cristão não significa aceitar todas as deturpações que possam ser impostas pela sociedade. Independentemente do que está sendo ensinado pela maioria, a Bíblia deve sempre ser o manual de vida do crente. Não devemos ofender as pessoas, mas a partir do momento em que quiserem impor alguma ideia que esteja em desacordo com as Escrituras, devemos sempre aceitar o que diz a Palavra de Deus, ofendendo a quem ofender!


Deus abençoe!


C. H. Oliveira





quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Você Pode Ser Um Homicida e Não Saber!!! - 1 Jo 3:11-24

Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si
1 João 3:15

João escreveu esta carta provavelmente entre 85 e 90 d.C., sendo ele o único discípulo de Jesus ainda vivo, ele não a endereçou a ninguém, provavelmente esta carta tenha sido escrita para ser enviada a várias igrejas gentis. Esta carta é uma carta pastoral e instrutiva, foi escrita para dar segurança aos cristãos na fé e se opor aos falsos ensinos. Alguns chamam João de “o apostolo do amor”, pois ele vai falar muito sobre este tema em seus escritos.

João inicia, no versículo 11 reforçando que o mandamento de amarmos uns aos outros nos é ensinado desde o princípio, sendo este mandamento um ensinamento básico da fé cristã. Todo cristão, sem dúvida, tem conhecimento deste ensinamento, porém, a maioria de nós não o cumprimos de fato.
Nos versículos seguintes, João vai citar o episódio em que Caim mata seu irmão, expondo o real motivo deste homicídio: Caim era do Maligno e suas obras eram más e a de seu irmão eram justas. João vai dizer para não nos maravilharmos se o mundo nos odiar (v13). João aqui está reforçando que o amor fraternal, o amor uns pelos outros não é algo natural no mundo, pois, assim como Caim, os que são do mundo são do Maligno, e não conhecem o amor.
João, no versículo 14 diz que “passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte”, ou seja, nós não somos mais mundanos, agora que somos de Cristo, consequentemente amamos uns aos outros. João diz que, “aquele que não ama, permanece na morte”, com isso, ele quer dizer que, quem não ama o seu irmão, não se converteu realmente, estando ainda morto.
João prossegue, ainda fazendo um paralelismo com o episódio de Caim e Abel, dizendo que quem não ama seu irmão é assassino, e os assassinos não tem a vida eterna. João aqui é extremamente claro, quem não ama seu irmão, quem não ama o seu próximo é comparado a Caim, sendo ele um homicida e do Maligno, não alcançando a vida eterna.
No versículo 16, o apóstolo vai mostrar o porquê de, diferente dos que estão no mundo, conhecermos o amor: “Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.”. Cristo deu a vida por nós, assim devemos nos doar a nossos irmãos, pois, nos foi anunciado este evangelho do amor, que Cristo nos amou e se deu na cruz em favor de nós, assim, podemos também nos doarmos um pouco em favor de nosso semelhante.
João, no versículo 18, vai reforçar algo que muito acontece no nosso meio: devemos amar uns aos outros de verdade, não somente nas palavras. É muito fácil dizer que amamos nosso irmão, mas não fazer nada por ele, ou até mesmo fazer algo por ele que o ajude em alguma necessidade, mas não o amando de fato. O amor deve ser verdadeiro, deve ser praticado não por culpa, ou esperando algo em troca, o amor deve ser praticado de coração, não em palavras.
Se somos cristãos, então devemos seguir os ensinamentos de Jesus!
João 15:12, Cristo diz: “​O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”.

Deus abençoe!


C. H. Oliveira 


domingo, 29 de janeiro de 2017

[Estudo] O Jovem e a Teologia - 2Tm 3:14-17

Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste ​e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.
​Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
2 Timóteo 3:14-17

Eu me interessei por teologia quando tinha uns 15 anos de idade, comecei a estudar mais a fundo e me apaixonei por ela. Eu tenho 24 anos e sou jovem, o que derruba o pensamento de que o jovem não se interessa por Teologia. Eu gostaria de falar com vocês um pouco sobre teologia e a importância de o jovem estudar teologia, incluindo alguns atributos específicos do jovem que podem contribuir ou influenciar nos estudos.
A palavra Teologia é derivada de duas palavras gregas: “theos” e “logos”, theos que significa “Deus” e logos que significa, neste contexto: “conhecimento”, “ciência”. Ou seja, Teologia é o estudo das coisas de Deus, o estudo das coisas divinas. A teologia de divide em, pelo menos, três ramos:
Teologia Bíblica, que é o estudo dos livros da Bíblia e suas divisões, uma das principais disciplinas da teologia bíblica é a exegese e a hermenêutica, que é o estudo aprofundado dos textos, no contexto cultural, histórico, linguístico... e visa, principalmente estudar a evolução da revelação progressiva de Deus, pois Deus deu as Escrituras de forma progressiva, a Bíblia é um livro com início, meio e fim, assim, para entender a Bíblia é preciso conhecer todo o seu contexto. Para interpretar a Bíblia é importante fazer perguntas ao texto: “quem escreveu? ”, “para quem escreveu? ”, “o que estava acontecendo na época? ”... Tudo isso faz parte do estudo da teologia bíblica, que é, nada mais nada menos que interpretar os textos bíblicos.
O segundo ramo é a Teologia Sistemática, que estuda as doutrinas bíblica de forma sistemática, ou seja, uma de cada vez, como por exemplo: Cristologia, que estuda a pessoa de Cristo, Pneumatologia, que estuda a Pessoa do Espírito Santo, seus atributos, sua forma de agir, Harmatiologia, que estuda o pecado, Soteriologia, que estuda a doutrina da salvação, Escatologia, que é o estudo das últimas coisas, Eclesiologia, que é o estudo da igreja, e por aí vai...
E o terceiro ramo da Teologia é a Teologia prática ou teologia pastoral, que é a que cuida de aplicar os ensinamentos bíblicos e teológicos no dia a dia de cada crente, seria como perguntar: “o que disso que eu estudei eu vou aplicar na minha vida?
Essa foi uma breve introdução sobre o que é o estudo da Teologia, agora vamos ver no que isso interfere na vida do jovem:

Neste texto da segunda carta a Timóteo, é bem provável que Timóteo ainda estava pastoreando a igreja em Éfeso, esta carta foi escrita por Paulo no ano de 66 ou 67 d.C., 2 ou 3 anos após ter escrito a primeira carta a ele, no capítulo 4, versículo 12 da primeira carta à Timóteo, Paulo diz: “Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. ” Com isso, concluímos que Timóteo era muito jovem quando recebeu esta carta e quando já pastoreava a igreja em Éfeso. Este é um exemplo na Bíblia de um jovem que, no versículo 14 e 15 do texto que lemos já mostra que, desde muito jovem já era conhecedor das Escrituras Sagradas e do evangelho, que diz: “​Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste ​e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. ”.

Estudar teologia está diretamente ligado a estudar as Escrituras, há, inclusive uma disciplina da teologia que dá início à todas as outras: a Bibliologia, ou, o estudo das Escrituras. Nós lemos e ouvimos bons teólogos somente para ouvir o que eles conseguiram interpretar das Escrituras, porque todas as doutrinas teológicas são baseadas na Bíblia, e vemos que o jovem Timóteo já conhecia bem as Escrituras. Por isso, uma coisa que quero ressaltar aqui é o seguinte: você pode e deve estudar as obras de bons teólogos, porque, as vezes nós não temos o tempo que eles tiveram para se debruçarem nas Escrituras e nos trazer a sua interpretação, porém, em primeiro lugar em nossa lista de leitura deve estar a Bíblia, se algum teólogo disser algo e a Bíblia o contradizer, fique com a Bíblia.

Mas, em que estudar teologia pode influenciar na minha vida? Vamos voltar ao texto de 2 Timóteo, na parte b do versículo 15, que diz: “que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. ”.
Somente estudando poderemos conhecer a obra de salvação! Hoje em dia, principalmente na internet, um dos temas mais debatidos entre àqueles que se interessam por teologia é a Soteriologia, a doutrina da salvação: de um lado os arminianos (ou sinergistas) e do outro os calvinistas (ou monergistas), não quero entrar muito à fundo neste tema por ser um tema extremamente polémico, e por saber que quem estuda a Bíblia a fundo reconhece a obra de salvação como ela foi decretada por Deus, só quero advertir em uma coisa: quando ou se forem entrar em um debate deste tema, que  vocês tentem instruir à pessoa a qual está debatendo com amor, respeito e compreensão, pois tenho visto muito isso na internet, os chamados “novos calvinistas”, ou “calvinistas de internet”, que estudaram um pouco de teologia reformada e quer sair atacando o irmão arminiano, o irmão pentecostal, vamos tentar ajuda-los à sair do erro, com amor.

Com isso entramos em outro ponto, sobre a importância do estudo da Teologia e das Escrituras, que diz no versículo 16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.”

A primeira aplicação que este texto traz que que estudar teologia vai prepara-lo para o ensino das Escrituras. Não necessariamente, ensinar em um seminário ou na igreja, seria ótimo se todos almejassem este ministério do ensino, mas também o deixará apto a ensinar da sua fé para as pessoas que te rodeiam, como você pode evangelizar uma pessoa se você mesmo não conhecer aquilo que você quer lhe ensinar? Quando mais novo com uns 13 -14 anos, em uma  igreja que frequentei, eu costumava sair com os jovens de lá para evangelizar nas ruas, e a gente encontrava pessoas diferentes, de vez em quando nós encontrávamos com pessoas, principalmente ateus convictos que nos faziam perguntas que nos deixavam sem respostas, pois não estávamos preparados para esse tipo de pergunta, então é bom sempre termos um bom conhecimento daquilo que acreditamos para estarmos prontos para expor tudo aquilo que cremos.

Com isso entramos na próxima aplicação que diz no texto que é: “repreensão”. Nesta segunda carta de Paulo à Timóteo no capítulo 2, Paulo vai falar com Timóteo sobre os falsos ensinos e falsas doutrinas. Estudando as doutrinas bíblicas mais à fundo estaremos prontos para repreender todo falso ensino que chegar aos nossos ouvidos. Uma das disciplinas do curso de Teologia é a Apologética, que é a defesa da fé. Estudar Teologia, estudar a apologética vai te deixar pronto para defender aquilo que você diz crer, aquilo que é a Sã Doutrina. 1 Pedro 3:15 “antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós”.

O próximo tópico, ou a próxima aplicação que o versículo 16 traz é a correção. Paulo escreveu para Timóteo, que era um jovem pastor, então ele o instrui a estar focado no estudo das Escrituras para corrigir aos membros da igreja de Éfeso que se desviassem dos ensinamentos bíblicos e pudessem estar em algum tipo de pecado, mas eu aqui vou trazer mais próximo à nossa realidade, pois a correção de membros é papel do pastor, sendo ele autoridade eclesiástica na vida daquela pessoa que necessita de correção. Aplicando isso à nós: o estudo é apto para corrigirmos à nós mesmos em algo que podemos estar fazendo que não está de acordo com os ensinos bíblicos. Isso só poderemos fazer se estudarmos e encontramos na Bíblia a respeito daquilo que podemos estar fugindo aos padrões Divinos. Então o estudo vai nos corrigir em algo que podemos estar falhando.

O que chega à próxima aplicação no texto: “a educação na justiça”, educação é o ensino e aprendizagem. No dicionário de James Strong, o termo que aqui foi traduzido como “justiça”, tem com um dos significados “doutrina que trata do modo pelo qual o homem pode alcançar um estado aprovado por Deus”. Então, com o estudo podemos aprender a chegar em um patamar onde sejamos aprovados por Deus, onde aprendemos os padrões Divinos e aprendemos à busca-los.

Tudo isso tem como finalidade, o que está no versículo 17: “a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. Habilitado aqui quer dizer “completo”, “pronto”. “Para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente pronto para toda boa obra”.  Para que o homem alcance os padrões divinos e possa demonstrar isso com suas boas obras, suas boas ações.

Mas porque a importância de o jovem estudar Teologia? O estudo da Teologia é importante para todo cristão, mas em que se difere em relação ao jovem?

Meu pai costumava me dizer quando eu era mais novo: “estuda, menino, estuda porque você ‘tá’ novo e quando se é novo a cabeça ‘tá’ nova, com poucos quilômetros rodados e é mais fácil aprender”. Isso é verdade, o jovem tem maior facilidade em aprender, o jovem guarda com maior facilidade aquilo que lhe é falado. 1João 2.14 b diz: “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” Não que o adulto, não deva estudar teologia, mas o jovem terá maior facilidade em aprender por cauda isso: ele vai gravar com maior facilidade. Então, o quanto antes o jovem se dedicar aos estudos da Palavra e da Teologia, mas fácil ele irá aprender.

Outro motivo que vejo que é importante o jovem estudar Teologia é porque o jovem é questionador! O jovem não vai acreditar em tudo o que lhe falar se não for bem convincente e bem convicto naquilo que lhe é exposto. Existem ótimos teólogos, como Charles Spurgeon, Agostinho de Hipona, os próprios Martinho Lutero e Calvino, alguns contemporâneos, como Augustus Nicodemus e Jonh Piper, que são homens como nós e podem errar em suas interpretações bíblicas, mas existem muitos líderes religiosos que cometem erros graves de interpretação que iniciam falsas doutrinas e falsos ensinam que, se forem expostas à um jovem que se interessa pelas Escrituras, que se interessa por Teologia, vai questioná-la biblicamente logo que lhe for apresentada. O jovem não acredita em tudo o que lhe falam! Isso é um atributo que contribui imensamente para o estudo da Teologia, porque o teólogo deve ser crítico naquilo que lê, naquilo que escuta, julgando segundo Escrituras, João 7:24 “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça”.

Outro ponto que percebo nos jovens é que o jovem pode ser influenciado com maior facilidade, principalmente no início da sua juventude. Com isso quero dizer que o jovem sofre muita tentação, tanto vinda de “amigos” e “colegas de escola”, e de sua própria carne. Paulo aconselha Timóteo, nesta segunda carta, capítulo 2, versículo 22: “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor”. O jovem que estuda as Escrituras, é instruído nela a resistir à essas tentações, a pedir à Deus “não nos deixe cair em tentação”, nelas ele vai aprender o que é pecado, as consequências do pecado e como fugir dele. Em contra partida, o jovem teólogo pode influenciar o meio em que ele vive, influenciar as pessoas à sua volta, ao invés de ser influenciado pelo mesmo.

Nossa geração é privilegiada! Com a internet encontramos muito conteúdo bíblico e conteúdo teológico. Quando falo em o jovem estudar teologia não estou me referindo somente a se matricular em um curso de teologia, o que é ótimo, eu fiz e não me arrependo. Mas também tem muito material bom, muita literatura, muitos vídeos na internet sobre temas teológicos que estão acessíveis gratuitamente, ou com um pequeno investimento.

Meu amigo e meu irmão, estude, mas sempre em constante oração, alguns teólogos antigos diziam o seguinte: “orare et labutare”, é latim, significa: “Orar e labutar”, “orar e trabalhar”. É necessário nos esforçarmos, quando se fala e “labutar”, é estudar, ler, ouvir, procurar aprender, mas “Orar” vem antes, pois, como eu disse, somos falhos e podemos interpretar de forma errada o que lemos. Com a ajuda do Espírito Santo é que vamos conseguir interpretar plenamente o que diz as Escrituras Sagradas.

Deus abençoe!



C. H. Oliveira

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Praticantes da Palavra, Não Só Ouvintes

“Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos”
Tiago 1:22

Tiago escreveu esta carta aos crentes judeus que estavam em comunidade gentil, ou seja, aqueles que não eram judeus, provavelmente no ano de 49 d.C. Essa carta é uma carta pastoral, ou seja, uma carta com conselhos práticos e aplicações na vida daqueles que a lessem.
Uma das aplicações de Tiago nesta carta é exatamente a de se praticar o que se lê nas Escrituras. Tiago diz que quem lê e não pratica o que lê na Palavra, engana a si mesmo. Já ouvimos pessoas dizendo: “Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço! ”, quem assim diz, o faz por saber que o que tem feito está errado, por falar o que seria certo e não o fazer, essa pessoa está sendo hipócrita. 
A expressão usada por Tiago neste texto como “praticante da palavra”, no original é: “ποιητης λογος” (“poietes logos”), que significa: “aquele que obedece e cumpre os ditos de Deus”. Praticar os ensinamentos divinos, praticar os ditos divinos, ou seja, a Palavra, é, além de tudo, um ato de obediência.
Tiago, nos versículos 23 e 24, compara àquele que lê e não pratica o que lê com uma pessoa que se vê num espelho e, ao sair da frente dele, se esquece da sua aparência. De igual forma as pessoas que, mesmo lendo a Bíblia todos os dias, fazendo planos de leitura, lendo a Bíblia inteira todo ano, se não praticar o que nela está escrito, se não praticar o que Jesus, os apóstolos, os profetas ensinaram, de nada valerá. Não estou dizendo que não se deve ler a Bíblia diariamente, pelo contrário, seria ótimo se você o fizer, a questão aqui, que quero deixar como uma reflexão para você, amigo leitor é:
O quanto do que você tem lido nas Escrituras você tem colocado em prática? (Reflita um pouco sobre isso)
No versículo 25, Tiago vai trazer uma boa consequência e uma boa finalidade para se praticar os ensinamentos divinos, ele vai dizer que, o homem que observa atentamente a lei perfeita - ou seja, que lê buscando aprender, não somente lê por ler – não esquecendo o que ouviu (Tiago diz “ouviu”, porque a maioria das pessoas não sabiam ler nem sequer tinham um exemplar das Escrituras), mas praticando, será feliz naquilo que fizer, ou bem-aventurado no que realizar! Se seguirmos os ensinamentos bíblico e aplica-los em nosso dia a dia, em tudo quanto fizermos, seremos bem-aventurados, seremos felizes.

Deus abençoe!

C. H. Oliveira 




segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Alegrem-se, Regozijem-se no Senhor!

Paulo escreveu a carta aos crentes em Filipos por volta de 61 d.C. estando ele preso em Roma. Mesmo estando encarcerado, o tema principal desta carta é o “gozo”, ou a alegria em Cristo.
 A palavra “Gozo” ou “Regozijar”, nesta carta foi traduzida do mesmo termo: “χαρα” (chara), que significa: alegria, satisfação. Este termo é derivado de “χαιρω” (chairo), que é um verbo primário, que significa: estar contente, ficar extremamente alegre.
Mesmo estando em dificuldades, mesmo estando preso e com seu julgamento se aproximando, mesmo Paulo não sabendo se viveria ou morreria, ele escreve a carta aos Filipenses em alegria e os instruindo a estarem alegres também, por que a graça de Deus chegou até eles, Paulo se mostra feliz até diante de uma possível pena de morte (Fp 1:21).
Podemos dizer que a alegria de receber um presente de aniversário, ou de comprar algo que desejávamos muito é uma alegria passageira, uma alegria que dura um curto intervalo de tempo. Porém, o que o apóstolo diz aos Filipenses é que se alegrem em Cristo, alegria esta que deve se dar por termos sido libertos da escravidão do pecado, por termos nosso nome escrito no livro da vida. Em Lucas, capítulo 10, Jesus deu autoridade aos seus discípulos sobre os espíritos malignos, contudo, Ele os instrui a não se alegrarem por isso, mas sim, por terem seus nomes escritos nos céus (Lc 10:20).
Na carta aos Gálatas:5.22, Paulo coloca o gozo como um fruto do Espírito, logo, concluímos que este é proveniente dEle. Se estivermos com o Espírito Santo em nossas vidas, temos motivos para sermos alegres, temos motivos para nos regozijarmos. Mesmo estando em dificuldade, mesmo estando passando por momentos difíceis, mesmo em sofrimento (Leia sofre como lidar com o sofrimento), o Espírito Santo nos dá a certeza que tudo isso é passageiro, ”Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” (2Co 4:17,18). Tudo o que passamos aqui é passageiro, é temporal, devemos estar focados naquilo que não passará, naquilo que é atemporal. Paulo não se mostrou entristecido nem sequer com a morte lhe espreitando, pois ele tinha a certeza que em sua possível morte, ele estaria com Cristo, em virtude disso, ele diz que “morrer é lucro”.
Com isso, meus irmãos e amigos leitores, alegrem-se por saber que mesmo você sendo um pecador, merecedor da ira de Deus, Ele teve misericórdia de você e te tirou da escravidão do pecado e deu Seu Próprio Filho por sacrifício expiatório por seus pecados. Alegre-se, pois você vai morar com Deus, onde não há tristeza, nem rancor, nem dor. Alegre-se por saber que a graça de Deus te alcançou (Leia mais sobre a graça de Deus) e Ele, por meio de Cristo, perdoa nossos pecados. Alegre-se!

Deus abençoe!

 C. H. Oliveira


sábado, 21 de janeiro de 2017

Pecado e Justificação - Rm 3,23-26; 1Co 6.9-11

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.

Romanos 3:23-26




Como o apostolo Paulo expressa aos Romanos, de um só homem o pecado e a morte entraram na humanidade, esse homem, Adão, pecou desobedecendo à ordem que o Pai havia lhe dado, fazendo assim, com que a sua natureza pura se corrompesse e, essa corrupção foi passada a todos os seus descendentes. 

O pecado tem sido visto de diversas formas dentro das igrejas, é comum se ouvir a frase: “não existe pecadinho e pecadão” de fato, para Deus não existe. Deus é, em Sua totalidade, Santo, Perfeito e Reto, baseados neste padrão, qualquer transgressão contra Ele cometida é um pecado descomunal. Entretanto, os homens criaram para si “pecadinhos” e “pecadões”, basicamente para organização e para estabelecer as devidas punições para cada um deles. Pode-se colocar, que aos padrões humanos, se colocam os pecados sexuais como “os maiores”, em virtude das suas consequências tanto na igreja, quanto na família. Contudo, não se pode basear nesta “hierarquia pecaminosa” como forma de julgamento espiritual ou salvífico. Pode-se concluir que cada ser humano que vive, viveu ou viverá neste planeta é, foi e sempre será um pecador sem tamanho diante de Deus. Pois, para Ele, o simples fato de nascermos em pecado já diz que se está fora de Seus padrões. Estabelecendo, assim, que a salvação depende da Graça.

Paulo, em 1 Coríntios 6:9-11 diz:

"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus. E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus."


Neste texto da primeira carta que Paulo escreveu aos coríntios, Paulo mostra que os injustos não herdarão o Reino de Deus. Mas como se sabe quem são os injustos, tendo em vista que todos pecaram? Esse reposta é simples, os injustos são aqueles que não foram santificados, nem justificados por Cristo.
Segundo o dicionário de James Strong, o termo que foi traduzido como “justificados” é o termo grego: (G01344) “δικαιοω (dikaioo)”, que significa:

1) tornar justo ou com deve ser;
2) mostrar, exibir, evidenciar alguém ser justo, tal como é e deseja ser; considerado;
3) declarar, pronunciar alguém justo, reto, ou tal como deve ser.


Este termo era usado no ramo do Direito, que queria dizer: “tornar alguém inocente”. Com o sacrifício de Jesus Cristo, e somente por ele, o ser humano corrompido pode ser tirado da condição de injusto, e ser justificado. Não significando que o homem justificado deixará de pecar, mas sim, que ele está em condição de pecador regenerado que está apto a alcançar o Reino de Deus.

Já o termo traduzido por “santificados” é o termo grego: (G037) “αγιαζω (hagiazo)”, que, também segundo Strong, significa:
1) entregar ou reconhecer, ou ser respeitado ou santificado
2) separar das coisas profanas e dedicar a Deus
2a) consagrar coisas a Deus
2b) dedicar pessoas a Deus
3) purificar
3a) limpar externamente
3b) purificar por meio de expiação: livrar da culpa do pecado
3c) purificar internamente pela renovação da alma

Este termo quer dizer que o homem pecador foi retirado das coisas profanas, sendo limpo e purificado para entregar-se a Deus.

Com isso, conclui-se que, sendo todos nós pecadores, carecíamos de uma obra divina para nos tornarmos justos e santos perante Ele, essa obra foi consumada por Jesus Cristo que derramou Seu sangue em obra expiatória nos justificando perante Deus de nossos pecados, e nos santificando, por mais que esta santificação não seja alcançada por completa em nossos corpos decaídos, o Espírito Santo nos auxilia a crescermos em santidade até a alcançarmos plenamente.


C. H. Oliveira

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Membros da Família de Deus - Ef 2.11-22

“Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus,”
Efésios 2:19 NVI

                    Quando Deus chamou a Abraão, decidiu que dele faria uma grande nação (Gn 12.2) e que eles seriam o Seu povo. Os descendentes de Abraão formaram a nação de Israel, sendo eles a nação que Deus escolheu para O adorar, Deus estava com eles desde o início da nação. Enquanto as outras nações da terra estavam entregues ao engano e a idolatria, tendo para si outros deuses e vivendo sob a corrupção da carne. Essas nações estrangeiras que não adoravam ao Deus verdadeiro eram chamadas de gentis. 

                   No Antigo Testamento, somente os judeus adoravam ao Senhor, entretanto, haviam promessas de que chegaria um tempo em que outros povos, ou seja, os gentios, conheceriam ao Senhor e O adorariam; promessas como a do profeta Oséias: 

"E semeá-la-ei para mim na terra, e compadecer-me-ei dela que não obteve misericórdia; e eu direi àquele que não era meu povo: Tu és meu povo; e ele dirá: Tu és meu Deus!"
Oséias 2:23

          Essas promessas vieram a se cumprir com a morte de Cristo, onde, outras nações puderam conhecer ao Senhor por intermédio do Seu Filho. Pois nós, que não viemos de descendência abraâmica, fomos justificados pela fé em Cristo (Rm 5.1). O termo "justificados", vem do original "δικαιοω" (dikaioo), que significa: tornar justo; mostrar, evidenciar alguém ser justo; pronunciar alguém justo. Este termo era usado no Direito, no sentido de que alguém culpado perante a lei se tornou inocente. Assim, nós que éramos pagãos, fomos inocentados de nossos pecados pelo sangue de Jesus.

           Paulo começa o texto da carta aos Efésio 2:11, pedindo para que lembremos da nossa realidade. Assim como os cristãos em Éfeso, nós não somos de descendência de Abraão, logo, nossa descendência pagã não participava das alianças feitas entre Deus e o povo judeu (v.12). Agora que estamos em Cristo, nós fomos aproximados de Deus mediante ao Sangue de Cristo (v.13), destruindo a barreira que nos separava da nação israelita (v.14).

          Tendo Cristo morrido e, assim, destruído a barreira que nos separava de Israel, Ele cumpriu em Si mesmo as leis e ordenanças exigidas aos judeus (v. 16). Paulo coloca a relação de Israel e as outras nações como de inimizade, mas Jesus quebrou essa inimizade por meio da cruz, fazendo, assim, com que nos reconciliássemos em Deus com eles, formando um só povo. Agora, tanto os gentios, quanto os israelitas que creem em Jesus, tem acesso ao Pai por um só Espírito (v. 18).

         Assim, fomos chamados por Cristo, e por Sua morte, nós hoje temos acesso ao Pai, não sendo mais estrangeiros, mas sim, concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados nos ensinamentos dos profetas e dos apóstolos e tendo Cristo como o centro. 

Deus abençoe


C. H. Oliveira

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Maravilhosa Graça de Deus - Ef 2.1-10

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;”
Efésios 2:8 NVI

Desde muito novo que ouço falarem na igreja: "a graça é um favor imerecido", e de tanto ouvir isso, acabei decorando e, por muito tempo, não notando a grandeza do real significado da graça Divina. 

O termo "graça" foi traduzido do grego "charis" (χαρις), que, segundo o dicionário de Strong, significa: "favor da bondade misericordiosa pela qual Deus, exercendo sua santa influência sobre as almas, volta-as para Cristo, guardando, fortalecendo, fazendo com que cresçam na fé
cristã, conhecimento, afeição, e desperta-as ao exercício das virtudes cristã". 

Partindo do pressuposto de que essa carta fora destinada aos crentes que estavam em Éfeso e aos cristãos em toda parta, Paulo começa o capítulo 2 desta carta dizendo que nós, assim como os irmãos de Éfeso, estávamos mortos em nossos pecados e nossas transgressões, que vivíamos entre aqueles que praticam a desobediência e buscando satisfazer o desejo da carne, e, em virtude disso, assim como os desobedientes que vivem segundo a carne e o mundo, merecíamos somente a ira de Deus. Entretanto, no versículo 4, o apóstolo mostra como a grandiosa graça de Deus é sobre nós, pois, como ele disse merecíamos somente a ira, contudo Ele nos deu vida em Cristo Jesus, Paulo começa este versículo expondo um dos atributos divinos que está relacionado com a ação da Sua graça: Sua misericórdia. Paulo O chama de "rico em misericórdia", mostrando que Ele não faria recair sobre nós essa ira a qual éramos merecedores. Mas por que Ele faria isso? A continuação do versículo irá nos dizer: pelo Seu grande amor. No versículo 5 do capítulo 1, Paulo nos diz que o Pai "em amor nos predestinou, para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade" (NVI). Deus nos elegeu antes da fundação do mundo (1.4) para nos tirar do caminho da perdição, para nos dar "vida com Cristo, quando ainda estávamos mortos em trangressões" (v. 4), porque Ele nos amou e segundo a Sua vontade somente. No versículo 8 fica claro que em nada depende da ação do ser humano em receber esta graça salvífica de Deus, não podendo assim se vangloriar por tê-la recebido, como diz no versículo 9, porque Deus já nos criou para a salvação (v. 10). Deus implantou em nós a fé em Seu Filho Jesus e nos salvou única e exclusivamente porque Ele nos amou e teve misericórdia de nós.

Devemos glorificar a Deus e louvar a Ele por termos recebido Sua tão maravilhosa graça (1.6). Pois não a merecíamos, merecíamos somente a ira, mas Ele nos amou, e, antes da fundação do mundo nos elegeu, nos predestinou para a recebermos. Deveríamos agradecê-Lo a cada instante por isso. 

Deus abençoe vocês!

C. H. Oliveira 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Romanos 9 Fala da Eleição de Pessoas ou de Nações?

“Pois eu até desejaria ser amaldiçoado e separado de Cristo por amor de meus irmãos, os de minha raça, o povo de Israel. Deles é a adoção de filhos; deles são a glória divina, as alianças, a concessão da Lei, a adoração no templo e as promessas.”
Romanos 9:3-4 NVI

A carta aos Romanos trata, principalmente, acerca da justificação pela fé em Cristo e nela somente, instruindo o judeu crente e ao gentio convertido, mostrando que não há distinção entre eles. 

No capítulo 9 Paulo inicia com um lamento por ver que alguns de seus conterrâneos israelitas não criam em Jesus Cristo como o Messias que por eles era tão aguardado. Paulo chega até a dizer que preferiria sofrer e ser anátema, ou um amaldiçoado, para ver seus irmãos israelitas na fé em Cristo Jesus, sendo eles da descendência sanguínea de Jesus Cristo homem. 

No decorrer do capítulo, o apóstolo reafirma que tudo aquilo está sob o controle da vontade soberana de Deus. Pois, de igual forma que o Pai escolheu amar Jacó e aborrecer Esaú, antes mesmo de terem nascido, antes mesmo de terem praticado qualquer obra boa ou má (v.11-13). Nesse trecho parece que a eleição tratada no capítulo se refere às nações provenientes de Jacó e Esaú, como Deus elegeu os descendentes de Israel para ser o Seu povo e não aos descendentes de Esaú. Contudo, no decorrer do texto, Paulo cita o que Deus disse a Moisés em Êxodo 33:19, onde Deus diz que Ele terá misericórdia de quem Ele quiser ter misericórdia e terá compaixão de quem Ele quiser ter compaixão (v.15), onde já então se fala de pessoas, e não de nações, Paulo assim diz para mostrar que não há injustiça na eleição divina, porque Deus age conforme sua própria vontade, não dependendo da ação do homem (v.16) 

Mais a frente, o apóstolo Paulo já cita o fato de Deus ter levantado o Faraó que contendeu contra Moisés exatamente para mostrar nele o Seu poder. A pessoa do faraó, não a nação egípcia como um todo. Deus decidiu de maneira soberana que levantaria o faraó para aquele propósito, não dependendo em nada da ação do mesmo. 

Nos versículos 25 e 26, o apóstolo cita o que Deus disse através do profeta Oseias de que Deus chamaria de "meu povo" aqueles que não eram "seu povo", ou seja, chegaria um tempo em que Deus chamaria de "meu povo" pessoas que não são da descendência de Israel (os gentios). E nos versículos de 27 a 29, ele vai citar o profeta Isaías, onde Deus disse que mesmo que a nação de Israel fosse como a areia do mar, ou seja, mesmo que eles fossem muito numerosos, apenas o remanescente seria salvo, aqueles que tivessem fé em Cristo Jesus. 

Com isso, se pode concluir que o apóstolo Paulo, no capítulo 9 da carta aos Romanos estava se referindo ao fato de algumas pessoas que são da descendência de Israel não terem sido eleitas para a salvação em Jesus Cristo segundo a vontade soberana de Deus. Mesmo que neste capítulo fale de Deus ter escolhido Israel como Seus povo, de igual forma fala que Ele elegeu alguns, tanto judeus, como gentios, para a redenção e salvação em Seu Filho Jesus. Paulo somente lamenta ao ver que nem todos da nação escolhida por Deus para ser Seu povo, creem em Jesus como o Messias.
Assim, a eleição falada no capítulo 9 da carta aos Romanos se refere a pessoas e não a nações.


C. H. Oliveira

sábado, 14 de janeiro de 2017

A Única Certeza que Temos é a Morte?

Já ouvi muitas pessoas dizendo: "a única certeza que temos nesta vida é a morte". Partindo desse pressuposto irei mostrar-lhe outras certezas que poderemos ter nesta vida. Na carta aos Romanos, capítulo 6, versículo 23, Paulo diz que: "o salário do pecado é a morte", ou seja, se todos temos certeza que vamos morrer algum dia, podemos concluir assim que todos nós somos pecadores, esta é outra certeza que você, amigo leitor, pode ter: você é um pecador, eu sou um pecador, todos nós somos pecadores!
        Também na carta aos Romanos, no capítulo 3 versículo 23, Paulo diz: "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus", destituir significa: "que foram afastados, exonerados". Como já concluímos que todos nós somos pecadores, outra certeza que temos é que fomos destituídos da glória de Deus, estamos afastados da Glória de Deus. 
        O apóstolo Pedro fala em sua primeira carta, no capítulo 2 versículos 24 "Levando ele mesmo (Jesus) em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados." Esta é outra certeza que temos: Somente Jesus Cristo pode nos limpar e nos libertar de nossos pecados. 
        Então não há somente uma certeza nesta vida, sabemos que morreremos, sabemos que somos pecadores e sabemos que somente Jesus pode nos limpar e nos libertar dos nossos pecados. Mas para isso precisamos seguir os mandamentos do Senhor, vivermos uma vida plena, em santidade, nos afastando do pecado. Somente assim não precisamos temer a morte, pois se estivermos em Cristo, nossos pecados são perdoados e ao morrermos nos encontraremos com o nosso Salvador! 
Graça e Paz. Deus os abençoe! 

C. H. Oliveira

Oração Modelo - Mt 6.5-13

Mateus 6:5-13


Cristo estava ensinando à Seus discípulos como esses deveriam orar. Primeiramente Jesus deu algumas orientações:



Quando orar não ser hipócritas ao querer mostrar em praças públicas ou nas esquinas que você é santo e que ora, Cristo diz que é melhor entrar no quarto e orar em secreto. Jesus, aqui, não proíbe a oração pública, somente nos exorta à não fazê-la para se mostrar.
Em seguida, Cristo ensina para não orar com "vãs repetições": para não orarmos repetindo o tempo todo de nossa oração um coisa só, pois não é de muito falar que será atendido.

Tendo dado essa recomendações, Jesus nos dá um modelo de como orar, a famosa oração do "Pai Nosso". Não que não podemos orar a oração do Pai Nosso, desde que seja com reverência e em pleno entendimento do que está contido nela, não há mal algum, mas vejo esta oração como um modelo de como devemos portar em nossas orações. Em nossas orações não podemos ir contra ao que diz na oração do Pai Nosso.

Esta oração está dividida em: prefácio, 7 petições e Conclusão


Prefácio
Pai Nosso: nesta parte do prefácio é onde se diz à quem a oração está sendo direcionada. Cristo assim nos ensina que a oração deve ser dirigida única e exclusivamente ao Pai.
Que estais no Céu: aqui é falado o local da habitação do Pai. Mesmo o Pai governado os céus e a terra, Sua habitação é o Céu.

Petições
Santificado seja o Teu Nome: na primeira petição declaramos que o Nome do Pai é Santo, e clamamos para que o Teu Santo Nome seja santificado em toda terra.
Venha à nós o Teu Reino: nesta petição pedimos para que o reino dos céus seja firmado na terra, que o reino cresça entre as nações.
Seja feita a Tua Vontade, assim na terra como no céu: aqui Cristo nos ensina que em nossas orações nunca devemos fazer algo que tente contra a vontade do Pai, como o determinismo
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje: esta petição é de uma necessidade básica. Devemos pedir ao Pai em prol daquilo que precisamos.
Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos os nossos devedores: aqui é um pedido que todos nós temos que fazer à cada momento, perdão. Porém aqui, Cristo coloca uma condição, precisamos do perdão do Pai, mas devemos também perdoar àqueles que nos fez algo de mal (Mt 6:14,15)
E não nos deixeis cair em tentação: nosso coração é mal é facilmente levado à transgressão, aqui Cristo nos ensina à pedir ao Pai que não nos coloque, ou que não nos deixe em uma situação onde cairíamos em tentação.
Livrai-no do mal: precisamos da proteção divina, pois sabemos da existência do mal e que a maldade reina em nosso mundo, aqui pedimos para que o Pai nos livre de todo e qualquer mal que possa nos sobrevier.

Conclusão
Porque Teu é o reino o poder e a glória para sempre: aqui proclamamos que Deus é dono de todo o poder, de toda a glória é dono do reino Celeste.
 Amém: significa: "que assim seja" é uma concordância com tudo o que foi dito, como uma assinatura no final de um documento.


C. H. Oliveira

Lidando com o Sofrimento - Exposição à 1 Pedro 1

1 Pedro 1:11 “investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam”.


Se há uma palavra que podemos destacar na primeira carta do apóstolo Pedro, essa palavra seria sofrimento. “Sofrimento” aparece, pelo menos 4 vezes nesta primeira carta de Pedro. O sofrimento humano é decorrente da sua própria natureza decaída; após a queda de Adão, toda humanidade está exposta ao sofrimento. Diferente do que algumas denominações religiosas pregam por aí, o cristão também pode sofrer, não sendo o motivo deste sofrimento a falta de fé ou falta de comunhão com Deus. O cristão passa pelas mesmas dificuldades que o não-crente pode passar, como uma doença ou um eventual desemprego. Quando há uma epidemia de uma certa doença, tanto crentes como não crentes são afetados, quando há uma crise financeira, como a que estamos vivendo nesses últimos dias, tanto o crente como o não crente é afetado, como, quando uma empresa fecha as portas, tanto o crente como o não crente ficam desempregados. Por fim, o sofrimento afeta toda a humanidade decaída.
Para entendermos o motivo de o apostolo Pedro ter escrito esta carta, vamos nos situar do contexto em que ela foi escrita.
Logo no versículo 1 do primeiro capítulo, Pedro se apresenta como o autor da carta e já nos fala a quem a carta estava sendo endereçada, assim diz o texto: 1 Pedro 1:1
“Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros na Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia”.
Pedro escreveu essa carta, provavelmente, entre os anos 62 e 64. Onde o imperador Nero iniciou uma grande perseguição àqueles que seguiam a Cristo. Ele ordenou que fossem eliminados do império todos aqueles que não se curvassem diante de César. E assim, os cristãos foram expulsos de Jerusalém e estavam dispersos em Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia. Por isso Pedro os chamam de forasteiros.
A palavra “dispersão” na Bíblia é usado em duas ocasiões: quando em relação aos israelitas em nação estrangeira, como foi no caso do exílio Babilônico e Assírio, e; no caso de cristãos espalhados entre os gentios, como é o caso dos cristãos a qual foi endereçada esta carta de Pedro.
No versículo 2, Pedro, logo em sua saudação, já inicia com palavras de ânimo: 1 Pedro 1:2
Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas”.
No “Textus Receptus”, de 1550, a palavra “eklektos”, que significa “eleitos”, não aparece no segundo versículo, somente no primeiro, porém os tradutores entenderam que, onde diz: “segundo a presciência de Deus Pai”, Pedro estava se referido à eleição daqueles homens à salvação. Porém, como se trata de uma carta de consolo, pode ser, que o Apóstolo estava se referindo àquilo que ele cita antes deste termo, ou seja, o fato de eles serem forasteiros na Dispersão. Consolando-os afirmando que tudo aquilo que estava acontecendo estava sob o controle de Deus. Pois estavam sendo perseguidos por seguirem à Jesus, conforme, em Lucas 21:12, Ele mesmo disse que aconteceria:
Antes, porém, de todas estas coisas, lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença de reis e governadores, por causa  do meu nome”.
Com isso, entendemos o motivo do sofrimento daqueles ao qual a carta foi endereçada. Agora, tentaremos, na exposição das Escrituras, aprender com aquilo que Pedro escreveu àqueles irmãos sobre como lidar com o sofrimento.
Pedro, após sua saudação, inicia consolando aqueles irmãos que estavam entristecidos por causa da perseguição, os aconselhando à olharem para Deus, e por tudo o que Ele havia feito através de Seu Filho Jesus, ou seja, Cristo, por Seu sacrifício, nos regenerou e, pela misericórdia divina, nos deu viva esperança, por, assim, alcançarmos a salvação. Pedro os aconselha a estarem com os olhos voltados para essa esperança, mesmo estando sofrendo ante a perseguição. O apóstolo Pedro vai completar o seu argumento nos versículos de 6 a 9:
”Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações,
​para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;
​a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória,
obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma.

Pedro tenta mostrar para eles que aquele sofrimento que estavam passando era passageiro; por mais que pareça que nunca vai terminar, o sofrimento humano é passageiro. Como se diz: “qual é a pior dor que existe? É a dor que se está sentindo no momento”, quando estamos com dor de dente parece que ela é a pior dor que existe, quando estamos com o dente doendo, nem nos lembramos que existe dor de cabeça, dor de ouvido, dor de estômago... só da bendita dor de dente. Porém, esta dor é passageira, e, quando vamos ao dentista e tratamos a causa raiz da dor de dente, a dor acaba e nem parece que era tão ruim assim. Da mesma forma o sofrimento humano um dia acaba, mesmo que possa durar até o final da vida, se o indivíduo estiver focado em sua salvação, seu pequeno sofrimento não irá parecer nada, se comparado com a glória de se estar diante do Pai.
De igual forma, o sofrimento pode se dar como provação para a nossa fé. Para que permaneçamos firmes e confiantes em Jesus Cristo, pois, a nossa fé, assim como o ouro que, ao passar pelo fogo, não se consome, se permanecermos com a fé intacta ao passarmos pela provação, nossa fé se resultará em honra e glória para Cristo. Assim, permanecendo confiantes em Jesus Cristo ante a provação, O estaremos adorando. Tendo em mente, como diz no versículo 9, aquilo que é a finalidade da nossa fé: a salvação de nossas almas.
Nos versículos de 10 a 12, Pedro reforça a certeza da salvação baseado naquilo que os profetas escreveram a respeito de Cristo, pois, os profetas profetizaram sobre o sofrimento de Jesus e sobre o que este sofrimento resultaria em nossas vidas. Aqui Pedro os dá duas excelentes lições:
1ª Cristo também sofreu, e sofreu em favor de nós; e
2ª Ante ao sofrimento, mantermo-nos focados nas Escrituras.
Cristo aqui veio em forma de homem e por nós se deu em morte de cruz, assim, nosso sofrimento pode ser tolerado se tivermos em mente o quanto Jesus Cristo sofreu por nós, que, nem sequer merecíamos.
E, na hora da angustia, podemos encontrar consolo nas Escrituras, pois, onde mais encontraremos o relato descrito por testemunhas oculares de todo o sofrimento de Jesus Cristo e o real motivo deste?

Nos versículos seguintes, Pedro os exorta a se manterem preparados para o momento em que Cristo há de ser revelado, se mantendo alertas e buscando serem santos. Provavelmente Pedro diz isso para não desanimarem e, assim, serem influenciados pelas pessoas não cristãs que viviam onde eles estavam habitando.
Um momento de sofrimento pode nos tornar vulneráveis a esse tipo de coisa. Em um momento de dor e sofrimento, pode apareceu “um amigo”, que não é amigo nada, querendo nos desanimar da nossa fé: “Você está servido a Jesus e continua sofrendo”, “Por que Jesus não te tira dessa situação?!”, “Por que você ora se Deus não te escuta e te tira dessa situação?!”. Mas não se pode dar ouvidos a esse tipo de pessoa, pois devemos estar sempre preparados, pois Cristo pode vir a qualquer momento, e, quando Ele vier, toda dor e todo sofrimento acabarão!

No versículo 22, Pedro os exorta à amarem uns aos outros, como em amor fraterno, para, assim, passarem pela provação juntos, um ajudando o outro. Assim, quando sofremos, podemos pedir ajuda aos verdadeiros amigos, não como os que falamos anteriormente. Porque, com ajuda, podemos passar por uma situação difícil mais fácil. Não se precisa passar pelo sofrimento sozinho. Se estiver sofrendo ou passando por qualquer dificuldade, procure os verdadeiros amigos, pois, se realmente forem verdadeiros, eles vão te ajudar.
O capítulo 1 termina com Pedro citando um texto de Isaías 40, versículos de 6 a 8:
Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor;
​a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente.
Os aconselhando à evitarem cobiças temporais, pois tudo o que é terreno passará, reforçando assim, o conselho de se manterem focados em Jesus Cristo e na salvação se suas almas.

Então, ante ao sofrimento: não podemos nos esquecer do sofrimento de Jesus, que nos garante a nossa salvação, pois, este sofrimento é passageiro, e pode estar testando a nossa fé. Se mantivermos a nossa fé intacta ante ao sofrimento estaremos adorando a Deus.

Devemos estar sempre focados na Palavra de Deus, não nos deixando ser influenciados por não crentes que não querem nosso bem, devemos buscando a santificação, tendo certeza que, no dia em que Cristo retornar toda dor e sofrimento acabarão, logo, todo sofrimento é passageiro, chegando ao seu fim aqui ou na vida vindoura. 

Deus abençoe!

C. H. Oliveira